Agropecuária ocupa 31% do entorno de áreas protegidas na Amazônia
A agropecuária cresceu 561% desde 1985 no entorno das áreas protegidas da Amazônia, onde ocupa 31% da faixa, e sua participação cai à medida que se afasta das estradas.
Pontos principais
- A agropecuária ocupa 65,3 milhões de hectares no bioma amazônico em 2025, 15,5% da área, sendo 50,8 milhões de pastagem.
- No entorno das áreas protegidas, a agropecuária ocupa 31% e cresceu 561% desde 1985.
- Dentro das áreas protegidas, a vegetação nativa cobre 98% do território.
- Nos territórios até 5 km das estradas, a agropecuária ocupa 40,2% da área, ou 63 milhões de hectares; a 20 km das vias, a fatia cai para 26,7%.
- Na BR-163, a agropecuária ocupa 39% do raio de 20 km; na BR-364, 43,5%; na BR-319, a vegetação nativa é 86%.
- O desmatamento de 2025 foi de 693 mil hectares, o menor da série, e 92% dele ocorreu em vegetação primária.
- A mineração passou de 32 mil para 440 mil hectares desde 1985, quase 14 vezes a área inicial.
Um novo estudo do MapBiomas, sobre o bioma amazônico no Brasil, cruzou mapas anuais de uso da terra de 1985 a 2025 com estradas do DNIT e do OpenStreetMap. Segundo o MapBiomas, a agropecuária tem maior participação nas áreas próximas às vias, e essa participação diminui à medida que aumenta a distância das estradas. No entorno das áreas protegidas, que incluem terras indígenas, unidades de conservação e terras quilombolas, a atividade cresceu de forma expressiva desde 1985.
Dentro das áreas protegidas, a vegetação nativa segue quase toda preservada. No bioma, a perda acumulada chegou a 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa desde 1985, e a pastagem foi o primeiro uso registrado em 77% dos casos de desmatamento, em média. Segundo o MapBiomas, 47% da área de mineração acumulada foi aberta na última década.
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