Queda no desmatamento da Amazônia desafia justificativa de tarifas dos EUA
Dados do Imazon mostram redução de 10% no desmatamento da Amazônia, contestando o argumento americano para a imposição de tarifas sobre o Brasil.
Pontos principais
- O desmatamento na Amazônia somou 1.145 km² no primeiro semestre de 2026, o menor nível em oito anos.
- Mais de 80% das áreas protegidas da região não registraram supressão de vegetação no período.
- O governo dos EUA utiliza o desmatamento ilegal como base para aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
- O governo brasileiro contesta a medida, destacando a trajetória de queda nos índices ambientais desde 2023.
Dados divulgados pelo Imazon indicam que o desmatamento na Amazônia atingiu 1.145 km² no primeiro semestre de 2026, representando uma queda de 10% e o menor índice para o período nos últimos oito anos. O resultado contrasta diretamente com a justificativa apresentada pelo governo dos Estados Unidos, que impôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros citando o desmatamento ilegal como principal motivação. Enquanto o governo brasileiro contesta a medida apontando a tendência de queda desde 2023, o Imazon alerta para riscos futuros, como a aprovação de projetos de lei que reduzem áreas de proteção, a exemplo da Floresta Nacional do Jamanxim. A divergência entre os dados oficiais e a retórica comercial americana coloca em xeque a base técnica utilizada pela administração Trump para as sanções econômicas impostas ao Brasil.
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