Daily Journal
Daily Journal

Tecnologia CRISPR viabiliza 109 produtos para o agro brasileiro

A CTNBio reconheceu 109 produtos agro editados por CRISPR no Brasil desde 2018, a maior parte deles microrganismos, e os enquadrou como não transgênicos.

Daily Journal
Foto: AgFeed
||
13/10 às 11:32, atualizado 21:15

Pontos principais

  • Desde 2018, a CTNBio reconheceu 109 produtos agro editados por CRISPR: 70 microrganismos, 32 vegetais e 7 animais.
  • A Resolução Normativa nº 16, de 2018, classifica esses produtos como não transgênicos, equivalentes aos convencionais.
  • Bioinsumos são 64,2% dos registros, segundo o levantamento da CTNBio.
  • As classificações subiram a cada ano desde 2019, chegaram a 25 em 2024, caíram para 16 em 2025 e somavam 7 em 2026 até a data do levantamento.
  • Bayer e Inari pesquisam soja, Vylor milho, Syngenta tomate, Pairwise amora-preta e Tropic Biosciences banana.
  • Segundo a Research and Markets, o mercado global de CRISPR na agricultura foi de cerca de US$ 231 milhões em 2024 e pode chegar a US$ 645 milhões em 2032.

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) reconheceu, desde 2018, 109 produtos agro editados por CRISPR no Brasil. Pela Resolução Normativa nº 16, de 2018, esses organismos são classificados como não transgênicos, por não terem material genético recombinante exógeno, isto é, genes de outros organismos.

Segundo a CTNBio, as classificações de organismos editados como convencionais subiram a cada ano desde 2019, até 25 em 2024, e caíram para 16 em 2025. O presidente da comissão, Mario Tyago Murakami, vê a queda como pontual, porque os pedidos de análise seguem em alta, e afirma que o CRISPR é “uma ferramenta de alta precisão que não deixa ‘cicatriz’”. Antes de chegar ao mercado, os organismos ainda passam por avaliação e deliberação da CTNBio para comprovar essas características.

Entre os vegetais, batata e tomate têm maior vida de prateleira, citros resistem ao greening e amoras-pretas amadurecem de forma uniforme. Nos animais, tilápias buscam maior rendimento de filé, bovinos Angus são mais tolerantes ao calor e suínos são mais resistentes à PRRS.

Comentários

Carregando comentários...