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Parlamento Europeu flexibiliza regras para plantas editadas geneticamente

Nova legislação da União Europeia diferencia técnicas genômicas de transgênicos, visando maior adaptação climática e redução de pesticidas.

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Foto: G1 - Economia
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21/08 às 02:02

Pontos principais

  • A nova lei divide as plantas editadas por NGTs em dois grupos de regulamentação distintos.
  • Culturas da categoria NGT-1 serão tratadas de forma similar às convencionais.
  • Defensores afirmam que a tecnologia auxilia na resiliência climática e diminui o uso de químicos.
  • Críticos apontam riscos de danos não intencionais ao DNA provocados pelo uso do CRISPR.

O Parlamento Europeu aprovou novas diretrizes que flexibilizam o cultivo de plantas desenvolvidas por novas técnicas genômicas (NGTs). A legislação estabelece uma distinção clara entre essas inovações e os transgênicos tradicionais, classificando as culturas em dois grupos: o NGT-1, que abrange alterações limitadas e segue regras mais brandas, e o NGT-2, sujeito a regulamentações mais rigorosas. O objetivo central da medida é fomentar o desenvolvimento de variedades agrícolas mais resilientes às mudanças climáticas e reduzir a dependência de pesticidas e fertilizantes no bloco europeu. Enquanto defensores celebram o avanço como um passo necessário para a segurança alimentar, especialistas como o professor Michael Antoniou alertam para possíveis efeitos colaterais não intencionais no DNA decorrentes do uso da tecnologia CRISPR. O debate reflete a tensão entre a inovação biotecnológica e o princípio da precaução ambiental.

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