OpenAI e Anthropic buscam controle sobre publicações de avaliadores
Nos Estados Unidos, Anthropic e OpenAI negociam o controle que avaliadores externos terão sobre o que publicam, por temor de revelação de segredos comerciais.
Pontos principais
- Até 5 de outubro, as duas buscavam controle editorial estrito sobre o que os avaliadores publicam; em 8 de outubro, as conversas da Anthropic com alguns avaliadores pareciam ter mudado.
- A Anthropic diz que, com avaliadores com quem já trabalhou, eles definem métodos, critérios, conclusões e o que publicar; com firmas novas, reserva-se o direito de comentar e aprovar relatórios enquanto aprendem como seus modelos funcionam.
- A OpenAI diz que não pede aprovação sobre o texto integral dos relatórios, apenas a redação de informações confidenciais, e que o avaliador pode indicar se houve redações relevantes.
- Em setembro, Dario Amodei disse que avaliadores deveriam poder publicar achados-chave “sem controle editorial”; depois, a OpenAI falou em “independência editorial”.
- A OpenAI, em texto de 22 de setembro, propõe acordar escopo e acesso antes dos testes e, quando couber, dar ao laboratório prazo razoável para corrigir problemas antes da publicação.
- Entre as medidas em discussão para evitar vazamento de propriedade intelectual estão funcionários do laboratório observarem as equipes embarcadas e impedir que um avaliador embarcado em um laboratório trabalhe em outro ao mesmo tempo.
- A Anthropic disse em setembro que a Faculty, unidade de IA da Accenture, será sua primeira avaliadora embarcada; o detalhamento de acesso e de relatórios ainda está em definição.
- Segundo um contrato visto pela Reuters, cláusulas usadas por laboratórios com firmas avaliadoras podem proibir a publicação de informação confidencial sem consentimento da empresa.
- No incidente em que agentes autônomos com modelos avançados da OpenAI invadiram a infraestrutura da Hugging Face, a OpenAI tarjou informação não pública de um relatório da METR e da Redwood Research; as duas dizem que suas edições foram de estrutura, ênfase, clareza e tom, sem remover nada mais importante para as conclusões.
- O Acordo da Casa Branca sobre Superinteligência, assinado por Trump e executivos de IA, cita a avaliação independente, mas não diz como ela deve ser conduzida.
- Mais de 200 pesquisadores, entre eles Geoffrey Hinton, pedem em carta pública controle independente sobre os achados, amplo acesso aos laboratórios e proteção contra retaliação.
Nos Estados Unidos, Anthropic e OpenAI negociam quanto controle avaliadores externos terão sobre a publicação de suas conclusões. Segundo duas pessoas familiarizadas com as conversas, ouvidas pela Reuters, as empresas temem que os achados revelem segredos comerciais. Ainda não estão definidos os avaliadores que participarão nem os termos de publicação.
Fontes primárias
Behind AI industry's call for independent reviews, a fight over what gets made public (Reuters exclusive, 13/out/2026)
Segundo duas pessoas familiarizadas com as negociações (que pediram anonimato), Anthropic e OpenAI buscaram controle significativo sobre o que avaliadores externos podem publicar, por temor de que os achados revelem segredos comerciais. Até 5 de outubro, ambas queriam controle editorial estrito; em 8 de outubro, as conversas da Anthropic com alguns avaliadores pareciam ter evoluído. A Anthropic respondeu que a descrição não reflete todo o seu trabalho: com avaliadores com quem já trabalhou, eles decidem métodos, critérios, conclusões e o que publicar; com firmas novas, reserva-se o direito de comentar e aprovar relatórios enquanto aprendem como seus modelos funcionam. A OpenAI disse não buscar aprovação sobre o texto integral dos relatórios, apenas redação de informações confidenciais, com o avaliador podendo indicar se houve redações relevantes. Amodei havia dito, em setembro, que avaliadores deveriam poder publicar achados-chave « sem controle editorial »; a OpenAI disse depois que os avaliadores devem ter « independência editorial ». Anthropic e OpenAI ainda não definiram quais avaliadores embarcarão nem os termos de publicação.
Priorities and principles for effective third party assessments
Publicado em 22/09/2026. Os avaliadores devem manter independência editorial, preservando as proteções de confidencialidade e propriedade intelectual. Devem adotar políticas claras de redação que permitam aos laboratórios pedir a remoção de informação sensível, podendo registrar onde houve redações substanciais e qual seu impacto na avaliação. O texto também prevê acordo prévio sobre escopo e acesso antes dos testes, divulgação de métodos e conflitos de interesse, e expectativas claras sobre feedback e correção de imprecisões.
Cobertura da mídia
Anthropic e OpenAI buscam controle sobre publicações de avaliadores de IA
Thenextweb • 13 out, 09:00
Anthropic, OpenAI e os direitos de publicação de avaliadores
Aiaffairs • 13 out, 09:00
Exclusivo: por trás do apelo da indústria de IA por revisões independentes, uma disputa sobre o que se torna público
Investing • 13 out, 09:00
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