OpenAI consulta Congresso sobre legalidade de desacelerar IA
A OpenAI perguntou a parlamentares dos EUA se coordenar uma desaceleração da IA de fronteira com concorrentes violaria a Sherman Antitrust Act, principal obstáculo legal ao esforço.
Pontos principais
- A OpenAI perguntou a membros do Congresso dos EUA, nas últimas semanas, se orquestrar uma desaceleração conjunta da IA de fronteira entre concorrentes seria legal, segundo pessoas próximas à empresa ouvidas pela WIRED.
- O risco jurídico apontado é violar a Sherman Antitrust Act; a OpenAI não respondeu ao pedido de comentário da reportagem.
- O cientista-chefe da OpenAI, Jakub Pachocki, publicou um texto defendendo "coordenar para desacelerar o desenvolvimento futuro" e prevendo que desacelerações voluntárias se tornem comuns até haver padrões de segurança compartilhados.
- Em julho, um grupo bipartidário e bicameral no Congresso apresentou o projeto "Collaboration on Adversarial Threats and Security Risks Act", que permitiria essa coordenação em segurança sem risco antitruste; a versão da Câmara segue parada na Comissão Judiciária.
- Caleb Knapp, da ONG AI Policy Network, que apoia o projeto, diz que o Congresso tem "apetite crescente" para agir, mas que uma lei só deve avançar após as eleições de meio de mandato.
- John Schulman, cofundador da OpenAI e hoje cientista-chefe da rival Thinking Machines, escreveu no X que a preocupação com antitruste é "fake", já que a lei não impede que laboratórios elaborem juntos uma proposta de ritmo de desenvolvimento.
A OpenAI perguntou a membros do Congresso dos Estados Unidos, nas últimas semanas, se orquestrar uma desaceleração conjunta do desenvolvimento de IA de fronteira entre concorrentes seria legal, segundo pessoas próximas à empresa ouvidas pela WIRED. A preocupação é que essa coordenação viole a Sherman Antitrust Act, o que dificultaria trazer as grandes empresas de tecnologia para o esforço; a OpenAI não respondeu ao pedido de comentário da reportagem.
O cientista-chefe da OpenAI, Jakub Pachocki, publicou um texto no fim de semana anterior defendendo "coordenar para desacelerar o desenvolvimento futuro" e prevendo que desacelerações voluntárias se tornem comuns até haver padrões de segurança compartilhados.
Em julho, um grupo bipartidário no Congresso apresentou o projeto "Collaboration on Adversarial Threats and Security Risks Act", que permitiria essa coordenação em segurança sem risco antitruste; a versão da Câmara segue parada na Comissão Judiciária.
