Metodologia propõe transformar resíduos industriais em ativos
Especialistas sugerem modelo de cinco estágios para converter o descarte de materiais em novas fontes de receita e eficiência operacional.
Pontos principais
- A gestão de resíduos é dividida em cinco níveis: descarte, conformidade, gestão ativa, co-produtos e ecossistema.
- O Circularity Gap Report 2025 aponta que apenas 6,9% dos materiais globais são reciclados.
- Empresas como Unilever e Votorantim Cimentos são citadas como referências em maturidade na valorização de resíduos.
- A transição para modelos circulares depende de inovação interna e adaptação a legislações ambientais.
A gestão de resíduos corporativos pode deixar de ser apenas um custo operacional para se tornar um ativo estratégico, segundo uma nova metodologia que classifica o processo em cinco estágios distintos. O modelo evolui desde o simples descarte e conformidade legal até a criação de co-produtos e a integração em ecossistemas circulares, permitindo que empresas transformem o que antes era lixo em insumos valiosos para outras cadeias produtivas.
Dados do Circularity Gap Report 2025 reforçam a urgência dessa transição, revelando que apenas 6,9% dos materiais utilizados globalmente provêm de fontes recicladas. Companhias como Unilever, Votorantim Cimentos, Lwart e Grupo Moura já demonstram diferentes níveis de maturidade nessa estratégia. O sucesso dessa mudança depende tanto de iniciativas internas de inovação quanto de pressões externas, como o endurecimento da legislação e a busca por margens de lucro mais competitivas em um mercado cada vez mais atento à sustentabilidade.
