Inquérito investiga falha na proteção infantil no caso Elizabeth Struhs
Inquérito em Queensland apura por que autoridades devolveram Elizabeth Struhs aos pais em 2019, ignorando alertas médicos sobre sua saúde.
Pontos principais
- Elizabeth Struhs, de oito anos, morreu após seus pais, membros de uma seita, negarem tratamento médico.
- Catorze pessoas foram condenadas pelo homicídio culposo da criança.
- Em 2019, a menina foi devolvida à família após sofrer um coma por cetoacidose diabética.
- Agentes de proteção infantil decidiram pela devolução alegando que o afastamento seria mais prejudicial.
Um inquérito judicial em Queensland, na Austrália, analisa a atuação de funcionários da proteção infantil no caso de Elizabeth Struhs. Em 2019, a menina, então com seis anos, foi devolvida aos pais após receber alta hospitalar por um coma decorrente de cetoacidose diabética. Depoimentos indicam que a equipe responsável ignorou preocupações médicas, argumentando que manter a criança longe de casa causaria danos maiores ao seu desenvolvimento.
A investigação ocorre após a condenação de catorze membros de uma seita religiosa pelo homicídio culposo da criança. Um policial testemunhou que a decisão da equipe de proteção era considerada inalterável na época, apesar dos riscos evidentes à saúde da menina. O caso levanta questionamentos sobre os protocolos de segurança e a responsabilidade das autoridades na proteção de menores em ambientes familiares de alto risco.
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