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Pesquisadores da USP descobrem enzima que amplia produção de açúcar

Cientistas isolaram enzima da cana-de-açúcar que aumenta em seis vezes a liberação de açúcares do bagaço, otimizando o etanol de segunda geração.

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Foto: Canal Rural
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11/10 às 09:31

Pontos principais

  • A enzima ASD foi isolada a partir da própria cana-de-açúcar por pesquisadores da USP.
  • O composto atua na quebra da lignocelulose, facilitando o acesso aos açúcares do resíduo vegetal.
  • Testes laboratoriais indicaram um aumento de até seis vezes na liberação de açúcar ao utilizar a enzima.
  • A descoberta é fruto de 17 anos de estudos sobre o desenvolvimento das raízes da planta.
  • O objetivo futuro é criar um coquetel enzimático totalmente vegetal para a indústria de biocombustíveis.

Pesquisadores do Laboratório de Fisiologia Ecológica de Plantas (Lafieco) da USP identificaram uma enzima capaz de revolucionar a produção de etanol de segunda geração. A substância, denominada α-L-arabinofuranosidase (ASD), foi isolada da própria cana-de-açúcar e demonstrou eficácia ao quebrar a lignocelulose, facilitando a liberação de açúcares contidos no bagaço da planta. Em testes laboratoriais, a adição da enzima a coquetéis comerciais resultou em um aumento de até seis vezes na produção de açúcar.

O avanço é resultado de um projeto de pesquisa de 17 anos que investigava o desenvolvimento de aerênquimas nas raízes da cana. Com essa descoberta, o grupo científico agora trabalha para desenvolver um coquetel enzimático 100% vegetal, visando otimizar a eficiência da indústria sucroenergética. A inovação promete reduzir custos e aumentar a sustentabilidade na fabricação de biocombustíveis a partir de resíduos agrícolas.

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