Piscicultura no Espírito Santo cresce com foco em modernização
O setor de aquicultura capixaba busca profissionalização e cooperativismo para ampliar a produção e enfrentar desafios ambientais.
Pontos principais
- A produção de peixes no Espírito Santo atingiu 7,18 mil toneladas em 2025.
- A tilápia é a espécie predominante na aquicultura do estado.
- Indígenas da Aldeia Piraquê-Açu migraram para tanques após impactos ambientais no rio.
- O cooperativismo, através da Coopram, é utilizado para garantir escala e insumos aos produtores.
- Estudantes de Engenharia de Pesca buscam integrar tradição familiar e técnicas acadêmicas.
A cadeia produtiva do pescado no Espírito Santo passa por um processo de modernização e profissionalização para superar desafios ambientais e econômicos. Dados da Secretaria de Estado da Agricultura (Seag) apontam que a aquicultura local alcançou a marca de 7,18 mil toneladas em 2025, com a tilápia consolidada como o principal produto. Iniciativas como a da Aldeia Piraquê-Açu demonstram a adaptação dos produtores, que migraram para a criação em tanques após alterações no ecossistema local causadas pelo desastre de Mariana em 2015.
Para fortalecer o setor, o cooperativismo tem sido uma ferramenta estratégica, permitindo que produtores de regiões como Domingos Martins alcancem maior escala e previsibilidade de mercado. Além disso, o Sindipesca-ES atua na organização da cadeia, enquanto novos profissionais da área buscam aliar o conhecimento acadêmico às tradições familiares. Esse movimento de integração visa profissionalizar a atividade, garantindo maior competitividade e sustentabilidade para a economia pesqueira capixaba nos próximos anos.
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