Mulheres de Magé transformam peixe desprezado em fonte de renda
Associação no Rio de Janeiro utiliza a ubarana, peixe antes sem valor comercial, para gerar sustento para 24 famílias através da culinária.
Pontos principais
- A Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangue de Magé (ACAMM) desenvolveu pratos com a ubarana, peixe que antes era evitado pelo excesso de espinhas.
- O projeto beneficia diretamente 15 mulheres e garante renda para 24 famílias da região.
- A iniciativa conta com o apoio do Projeto Andadas Ecológicas, da ONG Guardiões do Mar, e financiamento do Funbio.
- Além da gastronomia, o grupo promove o Turismo de Base Comunitária e ações de limpeza ambiental no Rio Suruí.
Mulheres da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangue de Magé (ACAMM), no Rio de Janeiro, converteram a ubarana — um peixe anteriormente ignorado pelo mercado devido à dificuldade de preparo por conta das espinhas — em um motor de desenvolvimento econômico local. Por meio de saberes tradicionais e técnicas culinárias criativas, o grupo agregou valor ao pescado, transformando-o em pratos comercializáveis que sustentam 24 famílias. O projeto, que envolve diretamente 15 mulheres, funciona como uma rede de apoio mútuo e fortalecimento comunitário. A iniciativa é viabilizada pelo Projeto Andadas Ecológicas, da ONG Guardiões do Mar, com suporte financeiro do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). Além do impacto na renda, a associação atua na preservação ambiental do Rio Suruí e fomenta o Turismo de Base Comunitária, consolidando um modelo de sustentabilidade que une geração de renda e conservação dos manguezais.
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