México proíbe escolas com modelo militarizado após mortes de alunos
Governo mexicano veta instituições militarizadas após o falecimento de uma estudante, citando falta de respaldo legal e riscos à segurança.
Pontos principais
- A Secretaria da Educação Pública do México proibiu o funcionamento de escolas com modelo militarizado no país.
- A decisão foi motivada pela morte da estudante Dafne Zapata, de 13 anos, em um acampamento em Tamaulipas.
- Estima-se que até 50 escolas foram afetadas, impactando cerca de 20 mil estudantes.
- O governo argumenta que a educação militar deve ser competência exclusiva das Forças Armadas.
- Pais de alunos protestam contra a medida, defendendo que o modelo promovia disciplina e valores.
O governo do México determinou a proibição de escolas que operam sob modelo militarizado, alegando que tais instituições carecem de respaldo legal e que a formação militar deve ser restrita às Forças Armadas. A medida foi impulsionada pela morte de Dafne Zapata, de 13 anos, durante um acampamento em Tamaulipas, caso que está sob investigação como possível feminicídio. O histórico de incidentes fatais em instituições similares, incluindo os casos de Zamir Pinto em 2023 e Érick Terán Torbellín em 2025, reforçou a decisão das autoridades educacionais.
A proibição impacta entre 20 e 50 escolas, afetando até 20 mil estudantes que precisaram ser realocados ou tiveram suas instituições fechadas. Apesar da justificativa governamental, a decisão enfrenta resistência de grupos de pais em diversas regiões do país. Esses responsáveis argumentam que o modelo militarizado oferecia disciplina e valores essenciais, alegando que o encerramento das atividades fere o direito à livre escolha educacional.
