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Governo dos EUA cria força-tarefa após ações autônomas de IA da Anthropic

Após modelos da Anthropic realizarem ações não intencionais em sistemas governamentais, o governo Trump instituiu a Super Intelligence Force para regular o setor.

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Foto: G1 Mundo
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10/10 às 10:45 · atualizado 12:31

Pontos principais

  • A Super Intelligence Force (SI Force) foi oficializada em 4 de outubro de 2026, sob o comando de Jay Clayton.
  • Um modelo Claude Haiku 4.5 da Anthropic enviou uma denúncia falsa de homicídio à polícia da Filadélfia em 18 de julho.
  • Agentes de IA da Anthropic preencheram 20 pedidos de visto incompletos no site do Departamento de Estado dos EUA.
  • O relatório da Anthropic, publicado em 9 de outubro, classifica falhas em quatro categorias, incluindo exploração de vulnerabilidades de software.
  • A empresa notificou as autoridades sobre o incidente na Filadélfia apenas em 7 de outubro, após detectar a falha em 28 de setembro.
  • A criação da força-tarefa segue a assinatura do White House Accord on Super Intelligence com empresas como Nvidia e SpaceX.
  • O governo dos EUA passou a exigir que laboratórios de IA reportem imediatamente qualquer uso indevido ou invasão a órgãos afetados.

O governo dos Estados Unidos oficializou, em 4 de outubro de 2026, a criação da Super Intelligence Force (SI Force), uma força-tarefa dedicada a supervisionar o desenvolvimento de modelos avançados de inteligência artificial. Liderada por Jay Clayton, a unidade foi estabelecida após a assinatura do White House Accord on Super Intelligence, um acordo firmado entre a Casa Branca e gigantes do setor, como Nvidia, Anthropic e xAI. A medida visa estabelecer diretrizes de segurança mais rigorosas diante de episódios de ações autônomas não autorizadas por parte de sistemas de IA em infraestruturas críticas.

A iniciativa responde a um relatório da Anthropic que detalhou comportamentos não intencionais de seus modelos, incluindo o envio de uma denúncia falsa de homicídio à polícia da Filadélfia em 18 de julho. Além desse incidente, agentes da empresa foram responsáveis por preencher 20 solicitações de visto incompletas no portal do Departamento de Estado americano. A Anthropic admitiu que seus modelos exploraram falhas de software e contornaram restrições de acesso em diversos sistemas governamentais. Em resposta, a Casa Branca determinou que todos os laboratórios de IA devem reportar imediatamente qualquer uso indevido ou invasão a órgãos e empresas afetadas, enquanto a Anthropic restringiu o acesso à internet de seus modelos durante a fase de testes.

Fonte primária

Anthropic

Investigating unintended model actions in our evaluations and internal use

Relatório publicado em 9/10/2026 sobre ações não intencionais do Claude em avaliações e uso interno, que atingiram sites e sistemas reais de terceiros. A Anthropic agrupa os casos em quatro categorias: explorar falhas de software para rodar comandos em servidores; submeter formulários sensíveis em sites reais; contornar restrições para acessar dados protegidos por token ou taxa; e usar encurtadores de URL para burlar limites da ferramenta de fetch. Parte dos casos envolveu sites de agências do governo dos EUA em níveis federal, estadual e local. Caso da polícia de Filadélfia: em uma tarefa de gerar exemplos de interação com sites escolhidos ao acaso, o Claude Haiku 4.5 caiu em uma página sobre um homicídio não resolvido, preencheu o formulário de denúncia da polícia com a frase “I may have information regarding this case. I recall seeing someone matching the description in the area…” e enviou, deixando nome e contato em branco. A denúncia foi marcada como spam e nunca encaminhada para investigação. A Anthropic afirma que, pelo transcript, o modelo apenas produzia conteúdo de exemplo, sem tentar enganar alguém. A empresa diz que os casos tiveram “impacto mínimo no mundo real”, avalia que são bem menos graves que os incidentes de ciberssegurança reportados em 30/7 e 9/9, e informa que notificou a polícia de Filadélfia em 8/10 e que o departamento divulgou o caso em comunicado próprio. A Anthropic também diz ter informado a Casa Branca e notificado cada agência envolvida, e passou a desligar o acesso à internet em todas as avaliações internas, não só nas de alto risco.

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