Fumaça de queimadas suspende aulas e afeta qualidade do ar em Manaus
A alta concentração de poluentes devido a queimadas no Amazonas forçou a suspensão de atividades escolares e universitárias em Manaus.
Pontos principais
- A qualidade do ar atingiu níveis graves com concentração de material particulado de 196,4 µg/m³.
- Aulas na rede municipal e atividades presenciais em universidades foram suspensas.
- O Amazonas registrou 3.726 focos de calor em setembro de 2026, quatro vezes mais que em 2025.
- O governo estadual proibiu o uso de fogo e decretou emergência climática em junho.
A cidade de Manaus enfrenta uma crise ambiental severa devido à densa fumaça proveniente de queimadas no estado do Amazonas. A qualidade do ar atingiu níveis críticos, com a concentração de material particulado fino alcançando 196,4 µg/m³ na última sexta-feira. Como medida preventiva, a prefeitura suspendeu as aulas na rede municipal de ensino, e instituições como a Universidade Federal do Amazonas e a Universidade do Estado do Amazonas interromperam suas atividades presenciais para proteger a saúde da população.
O cenário é agravado pelo aumento expressivo nos focos de calor, que somaram 3.726 registros em setembro de 2026, um volume quatro vezes superior ao observado no mesmo período do ano anterior. Embora o governo estadual tenha decretado estado de emergência climática e proibido o uso de fogo, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas relata dificuldades no combate aos incêndios e aponta a falta de suporte do governo federal para enfrentar a situação.
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