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Preço do milho cai após USDA elevar projeção de safra nos EUA

O Departamento de Agricultura dos EUA revisou para cima a estimativa de produção de milho, pressionando os preços na bolsa de Chicago.

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Foto: Globo Rural
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09/10 às 10:15 · atualizado 16:03

Pontos principais

  • O USDA elevou a projeção de produtividade do milho nos EUA para 181,2 bushels por acre.
  • A produção total estimada subiu 234 milhões, alcançando 16,03 bilhões de bushels.
  • Os estoques finais foram revisados para cima, atingindo 1,85 bilhão de bushels.
  • O preço do milho na bolsa de Chicago recuou até 4,8% após a divulgação do relatório.
  • O preço médio pago aos produtores americanos foi reduzido em US$ 0,10, para US$ 4,70 por bushel.
  • O uso de milho para ração e resíduos teve alta de 50 milhões, totalizando 6,0 bilhões de bushels.
  • A previsão de exportação americana do cereal subiu 25 milhões, para 3,3 bilhões de bushels.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu o mercado ao elevar suas projeções de produtividade e produção para a safra de milho de 2026/27. Segundo o relatório WASDE-676, divulgado em 9 de outubro de 2026, o rendimento esperado subiu 2,7 bushels por acre, atingindo 181,2 bushels por acre. Esse ajuste resultou em um aumento de 234 milhões de bushels na produção total, que agora é estimada em 16,03 bilhões de bushels, contrariando a expectativa de analistas que previam um corte nos números.

Como consequência direta do relatório, o preço do milho na bolsa de Chicago registrou uma queda acentuada de até 4,8%. O mercado reagiu ao aumento dos estoques finais, que subiram 282 milhões para 1,85 bilhão de bushels, refletindo também estoques iniciais maiores conforme o levantamento de 30 de setembro. Em resposta ao cenário de maior oferta, o USDA reduziu em US$ 0,10 o preço médio recebido pelos produtores, fixando-o em US$ 4,70 por bushel.

Embora o uso total de milho tenha sido revisado para cima em 125 milhões, alcançando 16,3 bilhões de bushels, o aumento na oferta superou a demanda projetada. O consumo para ração e resíduos cresceu 50 milhões de bushels, chegando a 6,0 bilhões, enquanto as exportações foram elevadas em 25 milhões, para 3,3 bilhões de bushels. O setor agora monitora se a demanda interna, pressionada por um rebanho bovino em níveis historicamente baixos, será suficiente para absorver o excedente de produção identificado pelo órgão.

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