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Exportações dos EUA devem ditar preços globais do milho

O desempenho das exportações americanas será o principal motor dos preços do milho, pressionando a competitividade do grão brasileiro no mercado.

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Foto: Globo Rural
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14/10 às 15:45

Pontos principais

  • USDA elevou a previsão de estoques americanos para 47 milhões de toneladas na safra 2026/27.
  • Produtividade média nos EUA foi revisada para 181,2 bushels por acre.
  • Maior oferta americana aumenta a concorrência para o milho brasileiro globalmente.
  • Produção de milho na França deve sofrer queda de 38%.

O mercado internacional de milho deve ser fortemente influenciado pelo desempenho das exportações dos Estados Unidos nas próximas semanas. Segundo relatório do Itaú BBA baseado em dados do USDA, a maior disponibilidade do cereal americano, com estoques finais projetados em 47 milhões de toneladas para a safra 2026/27, coloca pressão sobre os preços globais. A produtividade média nos EUA foi revisada para 181,2 bushels por acre, consolidando uma produção total estimada em 407,3 milhões de toneladas.

Este cenário de oferta elevada nos Estados Unidos deve aumentar a concorrência para o milho brasileiro no mercado externo. Enquanto a produção americana cresce, outras regiões enfrentam dificuldades, com o USDA reduzindo as perspectivas para a União Europeia, Filipinas e México. O destaque negativo fica para a França, que projeta uma queda de 38% em sua produção, fator que pode alterar o fluxo comercial do grão nos próximos meses.

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