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Safra brasileira de cacau cresce 25,3% e atinge 226 mil toneladas

No Brasil, o recebimento de amêndoas de cacau na safra 2025/26 somou 226.497 toneladas, alta de 25,3% sobre o ciclo anterior, mas a moagem segue abaixo dos níveis de 2023 e 2024, segundo a AIPC.

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Foto: Globo Rural
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09/10 às 11:15 · atualizado 11:37

Pontos principais

  • Entre outubro de 2025 e setembro de 2026, o recebimento de amêndoas somou 226.497 toneladas, 25,3% acima do ciclo anterior.
  • No terceiro trimestre de 2026, o recebimento foi de 71.652 toneladas, 5,0% acima de igual período de 2025 e a maior marca para um terceiro trimestre na série de 2023 a 2026.
  • A moagem chegou a 53.743 toneladas no terceiro trimestre, alta de 16,4% sobre 2025 e de 8,1% sobre o segundo trimestre.
  • De janeiro a setembro, a moagem somou 155.169 toneladas, 7,7% acima de 2025, mas 8,6% abaixo de 2024 e 18,5% abaixo de 2023.
  • As importações de amêndoas somaram 18.068 toneladas de janeiro a setembro, queda de 57,1% sobre 2025, e todo o volume entrou no primeiro trimestre.
  • As exportações de derivados de cacau somaram 17.311 toneladas no terceiro trimestre, alta de 54,3% sobre o mesmo período de 2025.
  • No acumulado de janeiro a setembro, as exportações de derivados chegaram a 44.050 toneladas, 10,2% acima de 2025.
  • Argentina e Estados Unidos responderam por aproximadamente 32% do volume de derivados exportado cada um no terceiro trimestre.

Os dados foram compilados pelo SindiDados (Campos Consultores) e divulgados pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC). Para a entidade, a maior oferta é um sinal positivo para a cadeia, mas a consolidação depende da continuidade da produção nos próximos ciclos e de uma retomada consistente da demanda.

A presidente-executiva da AIPC, Anna Paula Losi, afirma que uma safra melhor ainda não representa uma recuperação estrutural da produção. A entidade também esclarece que a redução das compras externas não significa que o Brasil tenha alcançado a autossuficiência, já que as importações complementam o abastecimento conforme a disponibilidade interna. Segundo Losi, a continuidade do crescimento dependerá de clima, sanidade das lavouras, produtividade, assistência técnica e investimentos nas propriedades.

Segundo a AIPC, a demanda por derivados segue abaixo dos níveis anteriores à crise, e as perspectivas para a próxima safra continuam cercadas de incertezas.

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