Etanol brasileiro pode se tornar combustível para transporte marítimo
O setor marítimo busca descarbonização e o etanol surge como alternativa viável para reduzir a pegada de carbono global.
Pontos principais
- O uso de 10% de etanol em combustíveis marítimos poderia gerar uma demanda de 30 bilhões de litros.
- Empresas como Vale e Maersk já testam a adaptação de embarcações para biocombustíveis.
- O CEO da SCA Brasil defende investimentos em infraestrutura e novas regras governamentais.
O transporte marítimo internacional está sendo apontado como uma nova fronteira estratégica para o etanol brasileiro. Segundo Martinho Seiiti Ono, CEO da SCA Brasil, a pressão global por metas de descarbonização torna o biocombustível uma alternativa promissora para substituir derivados de petróleo, com potencial de demanda de 30 bilhões de litros caso uma mistura de 10% seja adotada pelo setor.
Grandes players do mercado, como a Vale e a Maersk, já iniciaram testes práticos e adaptações técnicas em suas frotas para operar com combustíveis renováveis. Para consolidar essa oportunidade, o setor defende que o governo federal estabeleça um marco regulatório claro e invista na modernização da infraestrutura logística nacional, garantindo que o Brasil possa atender à crescente necessidade de energia limpa no transporte de cargas global.
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