Exportação de carne bovina do Brasil cai 35% em setembro
Segundo a ABIEC, o volume de carne bovina exportado pelo Brasil caiu 35,1% em setembro, puxado pela queda de 93,2% nas vendas à China, e a receita do mês recuou 27,6%.
Pontos principais
- Volume exportado em setembro: 229,3 mil toneladas, queda de 35,1% ante setembro de 2025 (353,1 mil toneladas).
- Receita de setembro: US$ 1,38 bilhão, queda de 27,6% ante US$ 1,90 bilhão um ano antes.
- China: 12,9 mil toneladas e US$ 75,2 milhões no mês, queda de 93,2% em volume e 92,9% em valor, com a salvaguarda chinesa em vigor.
- Estados Unidos: 48,3 mil toneladas (+389%) e US$ 313,8 milhões (+333,8%) em setembro.
- União Europeia: 20 mil toneladas em setembro, mas embarques ao bloco interrompidos a partir do mês, após novas exigências sobre uso de antimicrobianos.
- Janeiro a setembro de 2026: 2,43 milhões de toneladas (-0,5%) e US$ 14,17 bilhões (+14,1%).
- China no acumulado do ano: 912 mil toneladas, 37,5% do volume exportado, com queda de 20,9% em volume.
A ABIEC informa, com base em dados do MDIC, que as exportações brasileiras de carne bovina somaram 229,3 mil toneladas em setembro de 2026, queda de 35,1% sobre setembro de 2025. A entidade atribui a retração principalmente aos embarques para a China, que caíram 93,2% e ficaram em 12,9 mil toneladas diante da salvaguarda em vigor no país.
A receita de setembro foi de US$ 1,38 bilhão, 27,6% abaixo de um ano antes. Os Estados Unidos receberam 48,3 mil toneladas, alta de 389%. A União Europeia registrou 20 mil toneladas, número que a ABIEC pondera diante da interrupção dos embarques ao bloco a partir de setembro, após novas exigências sobre uso de antimicrobianos.
No acumulado de janeiro a setembro, o volume ficou em 2,43 milhões de toneladas (-0,5%) e a receita somou US$ 14,17 bilhões, alta de 14,1%. A ABIEC mantém diálogo com o governo para que a cota chinesa seja usada de forma mais equilibrada ao longo de 2027, e diz que as empresas começam a programar vendas à China em meados de outubro e novembro.
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