Exportações de carne bovina caem 35% em setembro com recuo na China
Balanço da ABIEC registra queda anual de 35,1% no volume exportado em setembro, enquanto a receita acumulada até o mês cresce 14,1%.
Pontos principais
- O volume exportado em setembro foi de 229,3 mil toneladas, ante 353,1 mil no mesmo mês de 2025; a receita caiu 27,6%, para US$ 1,38 bilhão, segundo a ABIEC com dados do MDIC.
- A China recebeu 12,9 mil toneladas em setembro, com receita de US$ 75,2 milhões, quedas anuais de 93,2% em volume e 92,9% em valor.
- Os Estados Unidos receberam 48,3 mil toneladas, alta anual de 389%, e US$ 313,8 milhões, aumento de 333,8%.
- De janeiro a setembro, o Brasil exportou 2,43 milhões de toneladas, queda de 0,5%, e obteve US$ 14,17 bilhões, alta de 14,1% ante o mesmo período de 2025.
- A ABIEC mantém diálogo com o governo para distribuir de forma mais equilibrada ao longo de 2027 o uso da cota chinesa; as empresas começam a programar vendas para meados de outubro e novembro, conforme os contratos dos navios.
Segundo balanço da ABIEC baseado em dados do MDIC, o volume exportado em setembro recuou 1,8% ante agosto, enquanto a receita avançou 1,1%. A série mensal da associação mostra 317 mil toneladas em junho, 264 mil em julho, 233 mil em agosto e 229 mil em setembro; a receita passou de US$ 1,97 bilhão em junho para US$ 1,58 bilhão em julho e US$ 1,36 bilhão em agosto, antes de chegar a US$ 1,38 bilhão em setembro.
Em coletiva realizada em setembro, Roberto Perosa, presidente da ABIEC, disse que os embarques para a China foram reduzidos em cerca de 90% nos três meses anteriores e que o crescimento em outros mercados ainda não substitui automaticamente a demanda chinesa. Segundo a associação, as empresas começam a programar vendas para o próximo ciclo da cota em meados de outubro e novembro, conforme os contratos com os navios; a entidade mantém diálogo com o governo para distribuir os embarques de forma mais equilibrada ao longo de 2027.
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