Mulher trans cubana é deportada dos EUA para República Centro-Africana
Daniela Fuentes foi enviada ao país africano sob política de deportação para terceiros países, enfrentando agora riscos de perseguição.
Pontos principais
- Daniela Fuentes, mulher transgênero cubana, foi deportada dos EUA em 29 de agosto.
- A política permite o envio de imigrantes para nações terceiras, medida mantida pela Suprema Corte.
- Fuentes vivia em Miami e relata ter sido mantida em centros de detenção masculinos antes da expulsão.
- Mais de 500 pessoas foram enviadas a países africanos sob essa política entre 2025 e 2026.
A imigrante cubana Daniela Fuentes, que vivia abertamente como mulher em Miami, foi deportada pelos Estados Unidos para a República Centro-Africana no final de agosto. A medida faz parte de uma política controversa que permite o envio de imigrantes para países terceiros, prática que conta com o respaldo temporário da Suprema Corte norte-americana. Antes de ser enviada ao exterior, Fuentes relatou ter sido mantida em centros de detenção masculinos, em conformidade com uma ordem executiva de janeiro de 2025 que restringe o acesso de mulheres transgênero a instalações femininas.
Atualmente, Fuentes vive escondida na República Centro-Africana, onde enfrenta graves riscos de perseguição e a ausência de proteções legais para a comunidade LGBTQ+. Enquanto o governo dos EUA sustenta a legalidade da política e afirma que os países receptores garantem a segurança dos deportados, organizações de direitos humanos apontam que mais de 500 pessoas foram enviadas para nações africanas desde o início de 2025. A situação da cubana levanta novos questionamentos sobre os impactos humanitários das atuais diretrizes migratórias adotadas pela administração Trump.
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
