Ações de exportadoras caem após rali eleitoral e valorização do real
Levantamento aponta que 12 papéis da bolsa brasileira recuaram entre 5 e 6 de outubro devido à rotação de portfólio e ao fortalecimento da moeda.
Pontos principais
- Apenas 12 ações de um universo de 149 integrantes do Ibovespa, Small Caps e IDIV registraram queda no período.
- Suzano, Embraer, Vale, Gerdau e Usiminas lideraram as perdas nos pregões de 5 e 6 de outubro de 2026.
- O dólar caiu 4,86% frente ao real entre 2 e 6 de outubro, de R$ 5,2238 para R$ 4,9698 na PTAX de venda do Banco Central, e essa queda pressionou as margens de empresas exportadoras.
- Na PTAX de venda do Banco Central, o dólar recuou 4,55% em 5 de outubro, para R$ 4,9859, a maior variação diária da série de 1 a 7 de outubro.
- Investidores realizaram rotação de carteiras, migrando de ativos dolarizados para setores voltados ao mercado interno.
- Analistas do Morgan Stanley reduziram exposição a exportadoras, embora mantenham visão positiva sobre a Embraer.
O mercado acionário brasileiro registrou um movimento de desvalorização em 12 ativos de peso entre os dias 5 e 6 de outubro de 2026. O recuo, que afetou companhias como Suzano, Vale, Gerdau e Embraer, foi impulsionado pela apreciação do real frente ao dólar e por uma intensa rotação de carteiras por parte dos investidores após o primeiro turno das eleições.
A alta da moeda brasileira impacta diretamente as receitas de empresas exportadoras, reduzindo a conversão de lucros e dificultando reajustes de preços no mercado interno, especialmente no setor de siderurgia. Enquanto o fluxo de capital migra para empresas domésticas, analistas do Bradesco BBI e do BTG Pactual alertam que a queda recente não configura automaticamente uma oportunidade de compra, sendo fundamental avaliar os fundamentos operacionais de cada companhia diante do novo cenário cambial.
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