Estudo associa maior taxa de câncer em tripulantes à radiação cósmica
Pesquisa aponta que pilotos e comissários de bordo possuem maior risco de mortes por câncer devido à exposição acumulada à radiação em grandes altitudes.
Pontos principais
- Estudo da JAMA Internal Medicine analisou mais de 12 milhões de atestados de óbito.
- Comissários de bordo apresentam os maiores índices de mortalidade por câncer associado à radiação.
- A radiação cósmica ionizante em grandes altitudes pode causar lesões no DNA dos profissionais.
- Jornadas noturnas e mudanças de fuso horário também impactam a saúde dos tripulantes.
- O risco não é considerado elevado para passageiros que viajam de forma esporádica.
Um estudo publicado na revista JAMA Internal Medicine revelou que pilotos e comissários de bordo apresentam uma proporção maior de mortes por câncer associado à radiação. A análise, que examinou mais de 12 milhões de atestados de óbito, sugere que a exposição acumulada à radiação cósmica ionizante durante voos em grandes altitudes é um fator de risco determinante. Essas partículas podem causar danos ao DNA que, se não reparados corretamente pelo organismo, favorecem o surgimento de mutações e tumores malignos.
Além da radiação, os pesquisadores destacam que a rotina de trabalho, marcada por constantes alterações no ciclo circadiano e jornadas noturnas, também contribui para o desgaste da saúde desses profissionais. Especialistas recomendam a adoção de hábitos saudáveis e a realização de exames médicos periódicos como medidas preventivas. É importante ressaltar que o estudo não aponta riscos elevados para passageiros que realizam viagens aéreas de forma esporádica.
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