Pilotos e comissários têm maior risco de câncer por radiação cósmica
Estudo da Harvard aponta que tripulantes de voo apresentam as maiores taxas de mortalidade por câncer associado à exposição a raios cósmicos.
Pontos principais
- Pesquisa analisou 13 milhões de certidões de óbito entre 2020 e 2024 nos EUA.
- Comissários de bordo e pilotos lideram o ranking de mortes por câncer ligado à radiação ionizante.
- O risco é causado pela exposição frequente a raios cósmicos em altas altitudes.
- Estudo descarta relação com produtos químicos ao comparar dados com mecânicos de aeronaves.
- Autores recomendam monitoramento de doses e limitação de horas de voo para a categoria.
Um estudo conduzido pela Harvard Medical School e pelo Brigham and Women's Hospital, publicado na JAMA Internal Medicine, identificou que pilotos e comissários de bordo nos Estados Unidos possuem as maiores taxas de mortalidade por câncer associado à radiação ionizante. A análise, que examinou quase 13 milhões de certidões de óbito entre 2020 e 2024, atribui o fenômeno à exposição constante a raios cósmicos em altitudes de cruzeiro, onde a proteção atmosférica é significativamente menor. Ao comparar os dados com os de mecânicos de aeronaves, os pesquisadores descartaram que o risco esteja vinculado a produtos químicos presentes no ambiente de trabalho. Diante dos resultados, especialistas sugerem a implementação de políticas administrativas, como o controle rigoroso de horas de voo e o monitoramento de doses de radiação, para proteger a saúde dos tripulantes, ressaltando que passageiros ocasionais não enfrentam o mesmo nível de perigo.
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