Pesquisa da Fiocruz detecta cocaína em rios do Rio de Janeiro
Estudo da Fiocruz identifica níveis elevados de cocaína em rios fluminenses, causando toxicidade em organismos aquáticos e riscos ambientais.
Pontos principais
- A pesquisa analisou cinco rios da capital e da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
- Foram detectadas concentrações de cocaína e benzoilecgonina acima de benchmarks internacionais.
- A contaminação causou deformações e aumento da mortalidade em embriões de zebrafish.
- O pico de concentração ocorreu em janeiro, sugerindo relação com o descarte direto da droga durante períodos de festas.
- O estudo foi publicado na revista Aquatic Toxicology e já foi expandido para outros 13 rios do estado.
Uma pesquisa liderada pela Fiocruz identificou a presença de cocaína e de seu metabólito, a benzoilecgonina, em cinco rios da capital e da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O estudo, que monitorou os corpos hídricos entre julho de 2022 e junho de 2023, revelou que os níveis de contaminação superam os observados em estudos internacionais, com picos de concentração registrados durante a estação chuvosa e o mês de janeiro.
Os resultados indicam que a substância causa efeitos tóxicos severos em organismos aquáticos, incluindo deformações e maior mortalidade em embriões de zebrafish. Em algumas amostras, a alta proporção de cocaína em relação ao metabólito sugere o descarte direto da droga nos canais que desaguam na Baía de Guanabara. Diante da gravidade dos dados, a investigação foi ampliada para outros 13 rios do estado para avaliar a extensão do impacto ambiental.
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