Estudo revela contaminação por microplásticos, fármacos e drogas ilícitas ao longo de toda a extensão do Rio Tietê.
Uma expedição científica inédita revelou um cenário de contaminação complexa no Rio Tietê, evidenciando a presença de poluentes invisíveis como resíduos farmacológicos e drogas ilícitas, incluindo cocaína. A análise, que percorreu toda a extensão do rio, confirmou a onipresença de microplásticos, com concentrações mais elevadas em zonas densamente urbanizadas. O impacto desses poluentes na fauna aquática é preocupante, uma vez que substâncias químicas podem causar desregulação hormonal e danos ecológicos de longo prazo. Enquanto pesquisadores alertam para o colapso ambiental, especialmente na região metropolitana de São Paulo, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado sustenta que o programa IntegraTietê promoveu uma queda de 21% na carga de poluição nos últimos dois anos. O estudo ressalta a urgência de políticas públicas focadas não apenas no tratamento de esgoto, mas no monitoramento de contaminantes emergentes que ameaçam a biodiversidade e a saúde pública.
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