Guerra em Gaza eleva casos de violência sexual e casamentos forçados
Relatório da ONU aponta aumento drástico na violência de gênero, com casamentos precoces e agressões sexuais em alta na Faixa de Gaza em 2026.
Pontos principais
- Casamentos precoces e forçados cresceram 123% no segundo trimestre de 2026.
- Registros de violência sexual, incluindo estupro, subiram 61% no mesmo período.
- Famílias utilizam o casamento como estratégia de proteção ou alívio financeiro.
- Superlotação em abrigos e falta de privacidade elevaram riscos de abusos contra mulheres.
O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) reportou um agravamento severo na violência de gênero na Faixa de Gaza durante o segundo trimestre de 2026. Dados oficiais indicam que os casos de casamentos forçados e precoces tiveram um salto de 123%, enquanto as denúncias de violência sexual, como estupros e agressões, cresceram 61% em comparação ao trimestre anterior. A crise humanitária, marcada pela fome e pela destruição, tem forçado famílias a casar suas filhas precocemente como uma tentativa desesperada de garantir proteção ou reduzir encargos financeiros.
A vulnerabilidade de mulheres e meninas foi intensificada pela precariedade dos abrigos, onde a superlotação e a ausência de privacidade facilitam o assédio e o abuso. Meninas órfãs figuram entre o grupo de maior risco, sendo frequentemente entregues a casamentos arranjados por parentes para evitar custos de manutenção. Embora a maioria das vítimas de violência sexual registrada tenha entre 18 e 59 anos, adolescentes também compõem uma parcela significativa dos casos, evidenciando a fragilidade da proteção social em meio ao conflito.
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