Especialistas alertam para riscos patrimoniais de atletas de elite
Concentração de poder e falta de governança financeira são os principais fatores que ameaçam o patrimônio de atletas de alto rendimento.
Pontos principais
- Gustavo Magalhães, da Lido Investimentos, aponta que a confiança excessiva em terceiros eleva o risco de perdas financeiras.
- A criação de holdings patrimoniais é recomendada para organizar ativos e limitar procurações a agentes externos.
- O planejamento financeiro deve ser iniciado durante a carreira esportiva, priorizando liquidez e sucessão.
- A necessidade de governança ganhou destaque após relatos de ex-atletas sobre a perda de grandes fortunas.
- Auditorias independentes são essenciais para conferir contas e garantir a transparência na gestão dos recursos.
A gestão financeira de atletas de alto rendimento exige estruturas de governança rigorosas para evitar a perda de patrimônio acumulado ao longo da carreira. Segundo Gustavo Magalhães, sócio da Lido Investimentos, o principal erro reside na concentração excessiva de poder em terceiros e na ausência de mecanismos de controle, como auditorias independentes e limites claros para procurações. O alerta surge em um contexto onde relatos de ex-jogadores sobre perdas financeiras significativas evidenciam a vulnerabilidade de quem não profissionaliza a administração de seus bens.
Para mitigar esses riscos, especialistas recomendam que o planejamento patrimonial seja estruturado ainda durante a fase ativa do atleta. A implementação de uma holding patrimonial é apontada como uma alternativa eficaz para organizar ativos, separar o patrimônio pessoal dos negócios e estabelecer uma gestão profissional. O foco deve ser a manutenção de uma reserva de liquidez adequada e o investimento em ativos de longo prazo, garantindo a sustentabilidade financeira e o planejamento sucessório após a aposentadoria das quadras ou campos.
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