Irrigação garante produção de uvas no Vale do São Francisco durante seca
Estudo revela que tecnologias de irrigação mantiveram a viticultura no Vale do Submédio São Francisco mesmo durante a seca severa entre 2011 e 2019.
Pontos principais
- A produção de uvas no Vale do Submédio São Francisco permaneceu estável entre 2011 e 2019, apesar da estiagem prolongada.
- O uso de irrigação localizada, como gotejamento e microaspersão, foi essencial para a eficiência hídrica.
- O reservatório de Sobradinho chegou a atingir 1% de sua capacidade útil durante o período analisado.
- A região é responsável por 98% das exportações brasileiras de uvas frescas de mesa.
- Pequenos produtores enfrentam maior vulnerabilidade financeira e técnica diante de eventos climáticos extremos.
Uma pesquisa de doutorado demonstrou que a infraestrutura de irrigação foi determinante para preservar a viticultura no Vale do Submédio São Francisco durante a seca severa ocorrida entre 2011 e 2019. Mesmo com o reservatório de Sobradinho operando em níveis críticos, a adoção de tecnologias como gotejamento e microaspersão permitiu que a produção de uvas se mantivesse estável. O estudo destaca que a região, responsável por 98% das exportações nacionais de uvas de mesa, conseguiu mitigar os impactos da estiagem através da eficiência no uso da água.
Contudo, o levantamento alerta para os desafios econômicos impostos pela manutenção dessa infraestrutura complexa, que exige custos elevados de bombeamento e energia elétrica. O impacto financeiro é sentido de forma desigual, sendo os pequenos produtores os mais vulneráveis a eventos climáticos extremos devido à menor capacidade adaptativa. A pesquisa ressalta a necessidade de políticas que fortaleçam a resiliência desses agricultores frente às mudanças climáticas futuras.
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