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El Niño causa seca severa e ameaça segurança alimentar na América Central

O fenômeno climático provoca perdas agrícolas generalizadas e escassez de água, afetando milhões de pessoas no Corredor Seco da região.

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Foto: Época Negócios
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03/10 às 14:15 · atualizado 15:31

Pontos principais

  • O El Niño atual é classificado como o mais forte desde 1900, impactando severamente a agricultura de subsistência.
  • O Programa Mundial de Alimentos estima que 4,2 milhões de pessoas na América Central enfrentam insegurança alimentar.
  • Agricultores relatam perda quase total das colheitas de milho e feijão, além da morte de gado por falta de pasto.
  • Mais de 70 mil lares em 58 municípios perderam a totalidade de suas colheitas no primeiro ciclo de plantio de 2026.
  • O Programa Mundial de Alimentos já distribuiu auxílio financeiro e comida para mais de 470 mil pessoas na região.

O Corredor Seco da América Central, que compreende áreas da Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica, enfrenta uma crise humanitária agravada pelo fenômeno climático El Niño. Considerado o mais intenso desde 1900, o evento tem provocado uma seca severa que dizimou colheitas de milho e feijão, além de causar a morte de rebanhos por falta de água e pastagem. A situação é descrita como devastadora para a agricultura de subsistência, base da economia de milhares de famílias locais.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) estima que cerca de 4,2 milhões de pessoas na região estão em situação de insegurança alimentar. Além da escassez de alimentos, a crise compromete o acesso a serviços básicos, incluindo a interrupção da merenda escolar e a falta de medicamentos em centros de saúde. A pressão sobre os recursos locais é intensificada pelo retorno de migrantes deportados, levando o PMA a distribuir auxílio financeiro e alimentos para mais de 470 mil pessoas na tentativa de mitigar os impactos imediatos da seca.

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