Cresce o número de ações judiciais contra deepfakes em campanhas nos EUA
Candidatos americanos enfrentam processos e notificações por uso de inteligência artificial para criar conteúdos enganosos contra oponentes.
Pontos principais
- O deputado Derrick Van Orden foi notificado por usar um deepfake de sua oponente, Rebecca Cooke.
- O vice-governador do Texas, Dan Patrick, é alvo de queixa criminal por anúncio com IA contra Vikki Goodwin.
- Atualmente, 31 estados americanos possuem regulações sobre deepfakes, sendo que 28 exigem avisos de uso de IA.
- Ainda não existe uma legislação federal nos Estados Unidos que padronize o uso de IA em campanhas eleitorais.
O uso de deepfakes gerados por inteligência artificial em propagandas políticas nos Estados Unidos tem provocado uma onda de ações judiciais e notificações extrajudiciais. Casos recentes incluem o deputado Derrick Van Orden, questionado por um vídeo falso de sua oponente Rebecca Cooke, e o vice-governador do Texas, Dan Patrick, que enfrenta uma queixa criminal após utilizar tecnologia de IA para retratar a adversária Vikki Goodwin de forma enganosa.
A ausência de uma norma federal sobre o tema cria um cenário de incerteza jurídica, com a regulação dependendo atualmente de leis estaduais. Enquanto 31 estados já implementaram algum tipo de controle, com 28 deles exigindo avisos claros sobre o uso de IA, especialistas alertam que a disseminação desses conteúdos pode corroer a confiança pública nas instituições democráticas e no próprio processo eleitoral.
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