Consórcio de imóveis cresce 40% e pode ser 10% mais barato que financiamento
Modalidade ganha força com Selic elevada e uso estratégico de lances, superando o custo do financiamento tradicional em simulações.
Pontos principais
- Vendas de cotas de consórcio imobiliário atingiram 1,14 milhão até agosto de 2026.
- O setor registrou um crescimento de 40% no volume de vendas em comparação ao ano anterior.
- A ausência de juros, substituída por taxas de administração, atrai consumidores em cenário de Selic alta.
- Um lance inicial de 30% pode reduzir o custo final em 10% frente à tabela SAC.
- Dados do Banco Central indicam que 54% das cotas ativas pertencem a participantes excluídos ou desistentes.
O mercado de consórcios imobiliários no Brasil registrou um crescimento expressivo de 40% até agosto de 2026, alcançando a marca de 1,14 milhão de cotas vendidas. A modalidade tem se consolidado como uma alternativa competitiva ao financiamento tradicional, especialmente em um cenário de Selic elevada, uma vez que substitui os juros bancários por taxas de administração. Especialistas apontam que a estratégia de utilizar lances, especialmente os de 30% no início do contrato, é o fator determinante para que o custo total seja até 10% menor do que o observado na tabela SAC.
Embora a economia seja atrativa, o setor enfrenta desafios operacionais significativos. Segundo dados do Banco Central, mais da metade das cotas em grupos de imóveis ativos, cerca de 54%, pertencem a pessoas que desistiram do plano ou foram excluídas por inadimplência. O uso de lances também é essencial para mitigar o impacto do reajuste anual pelo INCC sobre o saldo devedor, garantindo que o valor da carta de crédito mantenha seu poder de compra ao longo do tempo.
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