Setor de infraestrutura teme ruptura de contratos após eleições
CEO da Lawinfra alerta para riscos de insegurança jurídica em contratos de longo prazo e aponta desafios na expansão de data centers no Brasil.
Pontos principais
- Sérgio Leverdi, CEO da Lawinfra, manifestou preocupação com o possível rompimento de contratos após o período eleitoral.
- O executivo defende a continuidade de contratos de longo prazo em setores como portos e transmissão de energia.
- A expansão de data centers no país exige maior conciliação com a demanda energética e o crescimento econômico.
- O programa Redata é visto como um estímulo necessário, mas requer maior controle institucional e verificação de contrapartidas.
- O marco legal da inteligência artificial permanece estagnado no Congresso desde dezembro de 2024.
O setor de infraestrutura brasileiro manifesta receio quanto à estabilidade de contratos e regras vigentes após o período eleitoral. Segundo Sérgio Leverdi, CEO da Lawinfra, o mercado teme que mudanças políticas resultem no rompimento de acordos de longo prazo, essenciais para áreas como portos e redes de transmissão de energia. O executivo ressalta que tais compromissos devem ser preservados independentemente das trocas de gestão governamental para garantir a segurança jurídica necessária aos investimentos.
Além da estabilidade contratual, o setor enfrenta o desafio de integrar a rápida expansão de data centers à matriz energética nacional. Leverdi destaca que, embora programas como o Redata incentivem o desenvolvimento digital, é preciso implementar um controle institucional rigoroso sobre as contrapartidas. Paralelamente, a falta de avanços no marco legal da inteligência artificial, parado no Congresso desde o final de 2024, adiciona uma camada de incerteza ao planejamento estratégico das empresas.
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
