Protestos em Kosovo contestam condenações de ex-líderes do KLA
Milhares de manifestantes em Pristina protestaram contra as sentenças de prisão impostas a quatro ex-comandantes por crimes de guerra.
Pontos principais
- Quatro ex-líderes do Exército de Libertação do Kosovo foram condenados a penas de 13 a 25 anos por um tribunal em Haia.
- Manifestantes e políticos locais classificam as decisões como injustas e prejudiciais à memória da luta pela independência.
- O primeiro-ministro Albin Kurti questionou a validade jurídica dos vereditos, enquanto a oposição busca limitar o poder do tribunal.
- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reiterou o apoio à legitimidade das instituições judiciais internacionais.
- O país vive uma crise política com prazo limite para a eleição presidencial em 6 de outubro.
Milhares de cidadãos reuniram-se em Pristina para protestar contra as recentes condenações de quatro ex-comandantes do Exército de Libertação do Kosovo (KLA). O tribunal sediado em Haia impôs penas que variam entre 13 e 25 anos de prisão por crimes cometidos durante o conflito de 1998-99, decisão que gerou forte indignação popular e política no país. Manifestantes e lideranças locais argumentam que os vereditos são injustos e podem distorcer a percepção histórica sobre a luta pela independência kosovar.
O governo, liderado pelo primeiro-ministro Albin Kurti, manifestou descontentamento com as sentenças, alegando possíveis erros jurídicos e aguardando novas interpretações. Enquanto a oposição propõe restrições ao mandato do tribunal internacional, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu a legitimidade das instituições judiciais. O cenário de tensão ocorre em um momento crítico para o Kosovo, que enfrenta uma crise política com prazo até 6 de outubro para a eleição de um novo presidente, sob risco de convocação de eleições antecipadas.
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