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Ex-presidente do Kosovo, Hashim Thaçi é condenado a 25 anos de prisão

O tribunal Kosovo Specialist Chambers, em Haia, condenou o ex-presidente do Kosovo Hashim Thaçi a 25 anos de prisão por crimes de guerra cometidos durante o conflito pela independência do país na década de 1990, mas o absolveu, junto aos outros três réus, das acusações de crimes contra a humanidade.

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Foto: NYTimes World
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16/09 às 07:45, atualizado 11:03

Pontos principais

  • Hashim Thaçi e o ex-presidente do Parlamento kosovar Jakup Krasniqi foram condenados a 25 anos de prisão cada pelo tribunal Kosovo Specialist Chambers, em Haia.
  • Os outros dois réus, Kadri Veseli e Rexhep Selimi, receberam penas de 18 e 13 anos, respectivamente; todas as sentenças descontam o tempo já cumprido em detenção.
  • Os quatro réus foram condenados por crimes de guerra que somam 385 casos de detenção arbitrária, 303 de tortura, 96 assassinatos e 49 de tratamento cruel.
  • O tribunal absolveu os quatro réus das acusações de crimes contra a humanidade, por considerar que a acusação não provou um ataque generalizado ou sistemático contra a população civil.
  • Segundo o painel, os réus contribuíram para um propósito criminoso comum de perseguir opositores políticos, supostos colaboradores das forças sérvias e minorias étnicas dentro do Exército de Libertação do Kosovo (UÇK).
  • O juiz presidente afirmou que o julgamento "não tratou da legitimidade do UÇK e de seu objetivo de uma Kosovo independente, mas do uso de determinados meios criminosos por alguns de seus membros".
  • O julgamento correu de abril de 2023 a fevereiro de 2026, com 273 testemunhas ouvidas e 5.467 provas admitidas.
  • A decisão gerou protestos de apoiadores de Thaçi em Pristina, e sua defesa mantém que ele é inocente.

O ex-presidente do Kosovo, Hashim Thaçi, foi condenado a 25 anos de prisão pelo tribunal Kosovo Specialist Chambers, sediado em Haia, por crimes de guerra cometidos durante a luta pela independência do país na década de 1990, período em que ele comandava o Exército de Libertação do Kosovo (UÇK). O ex-presidente do Parlamento kosovar Jakup Krasniqi recebeu a mesma pena. Os outros dois réus, Kadri Veseli e Rexhep Selimi, foram sentenciados a 18 e 13 anos, respectivamente, com desconto do tempo já cumprido em detenção.

Segundo o veredito, os quatro réus contribuíram significativamente para um propósito criminoso comum de perseguir opositores políticos do UÇK, supostos colaboradores das forças de segurança sérvias e minorias étnicas. O tribunal os condenou por crimes de guerra que somam 385 casos de detenção arbitrária, 303 de tortura, 96 assassinatos e 49 de tratamento cruel. Os quatro réus, porém, foram absolvidos das acusações de crimes contra a humanidade: o painel concluiu que a acusação não provou, além de dúvida razoável, um ataque generalizado ou sistemático contra a população civil, e também os absolveu em uma série de incidentes específicos de crimes de guerra.

O julgamento correu de abril de 2023 a fevereiro de 2026, com 273 testemunhas e 5.467 provas apresentadas. O juiz presidente destacou que o processo "não tratou da legitimidade do UÇK e de seu objetivo de uma Kosovo independente, mas do uso de determinados meios criminosos por alguns de seus membros". A decisão provocou protestos de apoiadores de Thaçi em Pristina, e sua defesa, que sempre negou as acusações, mantém a posição de inocência.

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