Susep propõe seguro obrigatório contra catástrofes climáticas no Brasil
Relatório aponta que seguros cobrem apenas 9% das perdas climáticas no país e sugere taxa mensal para ampliar a proteção financeira.
Pontos principais
- A cobertura securitária para desastres climáticos no Brasil é de apenas 9%, frente a uma média global de 45%.
- Nas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, a lacuna de proteção atingiu 93% das perdas estimadas em R$ 90 bilhões.
- A proposta em discussão sugere a criação de um seguro obrigatório, com custo mensal estimado de R$ 3,00 na conta de luz.
- O plano inclui o uso da Letra de Risco de Seguro (LRS) para atrair investidores institucionais ao mercado de proteção.
Um relatório da Superintendência de Seguros Privados (Susep) revelou que o Brasil possui uma cobertura de apenas 9% para perdas econômicas decorrentes de desastres climáticos, um índice significativamente inferior à média mundial de 45%. A disparidade regional é acentuada, variando de 0,2% na região Norte até 16% no Sul, evidenciando a vulnerabilidade do país diante de eventos extremos como as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, onde a lacuna de proteção chegou a 93% sobre um prejuízo de R$ 90 bilhões.
Para mitigar esse cenário, a Susep propõe a implementação de um seguro obrigatório de catástrofe, que poderia ser financiado por uma taxa mensal de R$ 3,00 nas contas de luz. Além disso, o órgão sugere o desenvolvimento da Letra de Risco de Seguro (LRS) para atrair capital privado e a criação de um grupo interinstitucional para coordenar a estratégia nacional de proteção financeira contra eventos climáticos.
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