Setor de seguros busca transição para modelo de prevenção climática
Especialistas discutem no World Climate Summit a necessidade de seguradoras focarem em gestão preventiva de riscos para reduzir danos climáticos.
Pontos principais
- Apenas 9% do PIB brasileiro possui proteção por seguros, indicando uma lacuna significativa em relação a países desenvolvidos.
- O setor planeja integrar análises de riscos climáticos diretamente na estruturação de projetos para mitigar perdas futuras.
- Executivos defendem o uso de modelos preditivos e arquiteturas financeiras focadas em adaptação climática.
- O Banco da Amazônia propõe a precificação do risco socioambiental no crédito para viabilizar investimentos em áreas sensíveis.
- A mudança visa reduzir a dependência de recursos públicos para cobrir prejuízos após desastres e choques econômicos.
Durante o World Climate Summit, especialistas do setor de seguros debateram a urgência de uma mudança estrutural no modelo de atuação das seguradoras. Em vez de focar exclusivamente na indenização pós-evento, o objetivo é adotar uma postura preventiva, utilizando modelos preditivos e arquiteturas financeiras que considerem riscos climáticos futuros. A iniciativa busca fechar a lacuna de proteção no Brasil, onde apenas 9% do PIB está segurado, um índice muito inferior ao observado em economias desenvolvidas. A estratégia inclui a precificação do risco socioambiental no crédito, conforme defendido pelo Banco da Amazônia, para fomentar investimentos sustentáveis. Essa transição é considerada fundamental para diminuir a exposição de empresas a perdas catastróficas e reduzir a pressão sobre os cofres públicos, que frequentemente arcam com os custos de reconstrução após desastres naturais e choques econômicos severos.
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