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Diesel S-10 registra maior alta entre combustíveis com 15,1% em 12 meses

O preço médio do diesel S-10 atingiu R$ 7,097 por litro em setembro de 2026, liderando o aumento acumulado no setor de combustíveis.

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Foto: Canal Rural
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30/09 às 16:02 · atualizado 17:02

Pontos principais

  • O diesel S-10 subiu 15,1% nos últimos 12 meses, alcançando R$ 7,097 por litro em setembro.
  • O diesel comum registrou alta de 12,7% no mesmo período, chegando a R$ 6,877 por litro.
  • O etanol hidratado teve aumento de 2,4% em setembro, mas acumula queda de 4,1% em 12 meses.
  • Gasolina comum e aditivada apresentaram leves recuos mensais de 0,2% e 0,1%, respectivamente.
  • O comprometimento da renda média domiciliar com gasolina subiu para 6,1% no segundo trimestre de 2026.

O diesel S-10 consolidou-se como o combustível com a maior valorização no mercado brasileiro nos últimos 12 meses, registrando uma alta acumulada de 15,1%. Segundo dados do Monitor de Preços de Combustíveis, o valor médio do produto atingiu R$ 7,097 por litro em setembro de 2026, com um avanço mensal de 2,2%. O diesel comum seguiu trajetória semelhante, com alta de 1,9% no mês e 12,7% no acumulado anual, atingindo R$ 6,877 por litro.

Enquanto os derivados de petróleo registraram elevações, o comportamento dos demais combustíveis foi heterogêneo. O etanol hidratado subiu 2,4% em setembro, influenciado por variações climáticas no Centro-Sul e ajustes na demanda, embora ainda apresente queda de 4,1% nos últimos 12 meses. Em contrapartida, a gasolina comum e a aditivada registraram recuos marginais de 0,2% e 0,1% no mês, respectivamente. Analistas apontam que o cenário é pressionado por fatores internacionais do petróleo e pela dinâmica da tributação doméstica.

O impacto financeiro para o consumidor final também se tornou mais evidente ao longo do ano. O comprometimento da renda média domiciliar destinado ao abastecimento de gasolina comum subiu para 6,1% no segundo trimestre de 2026, ante 5,5% registrados anteriormente. O monitoramento, realizado pela Veloe e pela Fipe, destaca que a volatilidade nos postos reflete tanto o cenário de preços elevados da commodity no exterior quanto questões estruturais de subvenção e impostos no Brasil.

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