Acordo tarifário entre EUA e China pode reduzir migração industrial
Nova proposta de redução de tarifas entre Washington e Pequim ameaça diminuir o uso do Sudeste Asiático como base para contornar impostos americanos.
Pontos principais
- Fabricantes chineses utilizam o Sudeste Asiático para evitar tarifas impostas pelos EUA.
- Washington e Pequim propuseram uma nova rodada de cortes tarifários.
- Mais de 90% dos produtos em uma lista de US$ 30 bilhões seriam beneficiados.
- A medida inclui itens como brinquedos e bens domésticos.
Uma nova proposta de redução de tarifas entre Washington e Pequim pode alterar a estratégia de produção de empresas chinesas no Sudeste Asiático. Há anos, fabricantes utilizam a região como um hub para contornar as barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos, deslocando parte de suas operações para evitar custos adicionais.
Sob o novo acordo do US-China Board of Trade, mais de 90% dos produtos listados, totalizando US$ 30 bilhões, teriam suas tarifas reduzidas. A lista abrange diversos itens de consumo, como brinquedos e bens domésticos, o que pode diminuir o incentivo financeiro para que essas indústrias mantenham bases produtivas fora da China apenas para fugir da taxação americana.
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