Roche investe em laboratórios autônomos movidos a IA
A Roche anunciou planos para laboratórios autônomos de P&D visando acelerar a descoberta de medicamentos e aumentar a produtividade científica.
Pontos principais
- A Roche busca a 'independência de IA' em P&D para otimizar a descoberta de novas moléculas.
- A taxa de sucesso em ensaios clínicos de fase III da empresa superou 80% em 2026, frente aos 65% registrados em 2025.
- Cerca de 40% das decisões de pipeline entre o fim de 2025 e o segundo trimestre de 2026 contaram com suporte de IA.
- A ferramenta Target Nexus deve embasar 80% das decisões do portfólio de pesquisa até o final de 2026.
- A empresa planeja realocar 2 bilhões de francos suíços em economias de P&D para novas iniciativas de produtividade até 2026.
- A meta da farmacêutica é lançar até 20 novas entidades moleculares no mercado até 2030.
A farmacêutica suíça Roche anunciou, durante seu dia do investidor, a transição para laboratórios autônomos impulsionados por inteligência artificial. Segundo Aviv Regev, vice-presidente executiva da Genentech, a iniciativa visa reduzir drasticamente o tempo e os custos de P&D, integrando algoritmos de aprendizado ativo com robótica para a validação de novos materiais e compostos de forma contínua. O movimento acompanha uma tendência global do setor, onde empresas como Novo Nordisk e Preferred Networks também adotam sistemas de 'loop fechado' para automatizar o planejamento e a execução de experimentos.
O uso de tecnologias computacionais já apresenta resultados operacionais para a companhia, que reportou um aumento significativo na taxa de sucesso de seus ensaios clínicos de fase III. Com a inauguração do novo Centro de Inovação em Boston, a Roche reforça sua estratégia de integrar machine learning em todas as etapas da cadeia de desenvolvimento, desde a triagem de alvos moleculares até a interpretação de dados complexos, buscando maior eficiência frente aos desafios tradicionais da indústria farmacêutica.
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