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Anthropic monta laboratório de biologia para pesquisa de doenças

A Anthropic montou em sigilo um laboratório físico na Baía de São Francisco para ir além de simulações e testar, com robôs guiados por sua IA, tratamentos para doenças raras sem entrar em testes clínicos.

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Foto: Koreatimes Co Kr
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18/09 às 08:15, atualizado 13:49

Pontos principais

  • O laboratório é um "wet lab" (espaço para experimentos físicos), montado em sigilo na Baía de São Francisco, indo além do trabalho computacional ("in silico") que a Anthropic já fazia em biologia.
  • Segundo Eric Kauderer-Abrams, chefe de ciências da vida, a meta é que a IA Claude dirija robôs para conduzir experimentos com intervenção humana limitada, mas a empresa mantém supervisão humana por segurança.
  • Um porta-voz da Anthropic disse depois que o laboratório não é voltado especificamente à descoberta de medicamentos, sem dar detalhes.
  • A empresa não fará testes clínicos, para não competir com farmacêuticas e biotechs que vivem de levar remédios ao mercado, segundo Kauderer-Abrams.
  • O foco declarado é em doenças raras e condições consideradas "undruggable" (difíceis demais de tratar), incluindo o desenvolvimento de anticorpos biespecíficos e triespecíficos.
  • A Anthropic já lançou o software Claude Science, trouxe o CEO da Novartis, Vas Narasimhan, para o conselho, e comprou a startup Coefficient Bio por cerca de US$ 400 milhões em ações; a empresa confirmou a compra, mas não comentou o valor.
  • A companhia busca contratar um executivo para ampliar procurement e operações, além de um especialista em caracterização de proteínas e ácidos nucleicos, segundo vagas publicadas.
  • As ciências da vida já são uma das maiores áreas de investimento da Anthropic em pessoal e recursos, segundo Kauderer-Abrams.
  • A Anthropic fornece ferramentas de IA a farmacêuticas como Genentech (do grupo Roche), Bristol Myers Squibb e Novo Nordisk, e lida com desconfiança de clientes que temem que ela aprenda com seus programas de medicamentos concorrentes.
  • O anúncio vem dias depois de pesquisadores da própria Anthropic alertarem que a IA poderia levar à extinção humana e de a empresa revelar que seus sistemas poderiam ter sido usados no desenvolvimento de armas biológicas.

A Anthropic montou em sigilo um "wet lab", espaço para experimentos físicos, na Baía de São Francisco, indo além das simulações computacionais que já fazia. Segundo Eric Kauderer-Abrams, chefe de ciências da vida, a meta é que a IA Claude dirija robôs em experimentos, com supervisão humana mantida por segurança.

A empresa descarta por ora testes clínicos, para não concorrer com farmacêuticas clientes suas, e mira doenças raras e condições "undruggable".

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