Possível restrição de diesel pelos EUA gera alerta no Brasil
O governo brasileiro monitora o risco de desabastecimento de diesel caso os EUA limitem exportações, mantendo subvenções para conter impactos.
Pontos principais
- Brasil importa 25% do diesel consumido, sendo 70% desse volume vindo dos Estados Unidos.
- Ministério de Minas e Energia garante oferta de 3,978 milhões de metros cúbicos para outubro.
- Governo mantém subvenção de R$ 2,12 por litro e intensifica fiscalização contra abusos.
- Analistas do Bradesco BBI apontam riscos para o setor agrícola e possíveis ganhos para a Petrobras.
A possibilidade de os Estados Unidos restringirem temporariamente as exportações de diesel acendeu um alerta no mercado brasileiro. Como o país importa cerca de 25% do combustível que consome, com a maior parte vinda do mercado norte-americano, a medida poderia pressionar o custo do escoamento da safra agrícola e elevar a inflação interna caso os preços internacionais subam.
Em resposta, o Ministério de Minas e Energia assegurou que o abastecimento está garantido para outubro, com uma oferta projetada superior à demanda. O governo mantém uma mesa de acompanhamento semanal dos fluxos de importação, além de sustentar uma subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel. Enquanto analistas avaliam que empresas como SLC Agrícola podem enfrentar custos maiores, companhias como a Petrobras podem encontrar compensações no cenário de volatilidade.
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