Alta dos combustíveis pressiona setor logístico e eleva custos no Brasil
O aumento nos preços do diesel e querosene de aviação eleva o endividamento de transportadoras e ameaça a estabilidade da cadeia logística nacional.
Pontos principais
- O preço médio do diesel S10 alcançou R$ 7,43, com picos de alta de 30% em algumas regiões.
- Dados da plataforma KIV apontam uma redução de 63% nas compras de combustíveis no segmento B2B.
- O querosene de aviação acumula alta de quase 50% entre 2024 e 2026, com novo reajuste de 1,9% anunciado pela Petrobras.
- O encarecimento do frete gera pressão inflacionária em toda a cadeia produtiva brasileira.
O setor logístico brasileiro enfrenta um cenário de crise devido à escalada nos preços dos combustíveis, impulsionada pela instabilidade geopolítica global. Segundo Cássio Seefeld, CEO da TruckPag, a alta constante pressiona severamente o fluxo de caixa das transportadoras, resultando em um aumento preocupante no endividamento das empresas. O impacto é evidenciado pela queda de 63% nas compras de combustíveis no mercado B2B, conforme dados da plataforma KIV, sugerindo uma retração nas operações de transporte. Além do diesel, o querosene de aviação acumula uma valorização de quase 50% no biênio 2024-2026, agravada por um reajuste recente de 1,9% aplicado pela Petrobras. Esse cenário de custos elevados no transporte de cargas reflete diretamente no preço final de produtos, exercendo pressão inflacionária sobre toda a cadeia produtiva e ameaçando a viabilidade econômica do setor de logística no país.
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