Ministério da Agricultura reconhece raça de ovinos Berganês
Desenvolvida no semiárido brasileiro, a raça Berganês obteve reconhecimento oficial do governo após décadas de aprimoramento genético.
Pontos principais
- A raça Berganês surgiu de cruzamentos entre Santa Inês e Bergamácia iniciados em 1988.
- O Ministério da Agricultura e Pecuária oficializou o reconhecimento da raça em maio de 2026.
- O rebanho atual soma 2.648 animais, com 52% concentrados no estado de Pernambuco.
- Exemplares da raça são valorizados no mercado, custando entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.
O Ministério da Agricultura e Pecuária oficializou, em maio de 2026, o reconhecimento da raça de ovinos Berganês. O animal foi desenvolvido no semiárido brasileiro a partir de um projeto de cruzamento genético entre as raças Santa Inês e Bergamácia, iniciado ainda em 1988. O trabalho contou com apoio técnico do Sebraetec para o aprimoramento da linhagem e a gestão da produção.
Atualmente, a raça conta com 2.648 exemplares distribuídos em 12 estados, sendo que Pernambuco detém a maior parte do rebanho, com 52% do total. Devido à sua alta adaptação ao clima da região, os animais possuem valor de mercado superior aos ovinos tradicionais, variando entre R$ 3 mil e R$ 5 mil por exemplar. O reconhecimento oficial marca um avanço significativo para a pecuária do Sertão Nordestino.
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