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Kratom gera alerta de saúde pública nos EUA e debate regulatório

Erva com efeitos opioides é vendida sem controle nos EUA, levantando preocupações sobre dependência e riscos graves à saúde.

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Foto: G1 Mundo
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27/09 às 01:30

Pontos principais

  • O kratom possui efeitos estimulantes em doses baixas e opioides em doses elevadas.
  • A substância é comercializada livremente em postos de gasolina e lojas nos EUA.
  • Especialistas apontam riscos de dependência, colapso cardiovascular e parada respiratória.
  • Onze estados americanos já proibiram a venda da planta.
  • A Anvisa recomenda a inclusão do kratom na lista de substâncias proibidas no Brasil.

O kratom, uma planta nativa do Sudeste Asiático, tem provocado crescente preocupação entre autoridades de saúde nos Estados Unidos devido à sua ampla disponibilidade e efeitos semelhantes aos opioides. Vendido frequentemente em postos de gasolina e lojas de conveniência sem regulamentação federal da FDA, o produto é comercializado como um suplemento, apesar dos riscos significativos à saúde, que incluem dependência, sintomas de abstinência e quadros graves como parada respiratória.

Diante do cenário de incerteza regulatória, onze estados americanos já optaram por proibir a comercialização da substância. No Brasil, a situação segue um caminho de restrição, com a Anvisa mantendo uma nota técnica de 2023 que recomenda a inclusão do kratom na lista de plantas proibidas. O debate global reflete a dificuldade das agências reguladoras em controlar substâncias que operam em zonas cinzentas da legislação de saúde pública.

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