Fundador da Apex Partners questiona legalidade de recuperação judicial
Fernando Cinelli contesta quórum societário no pedido de recuperação da Apex Partners, que acumula dívidas de quase R$ 1 bilhão.
Pontos principais
- Fernando Cinelli alega que o pedido de recuperação judicial não atingiu o quórum de 75% necessário.
- Justiça do Espírito Santo deu prazo de dez dias para a empresa regularizar documentos pendentes.
- Perícia da Laspro Consultores identificou que 148 sociedades do grupo possuem irregularidades documentais.
- O grupo Apex Partners estima dívidas totais na ordem de R$ 985,6 milhões.
- Cinelli defende a realização de uma auditoria independente e mediação direta com os credores.
O fundador da Apex Partners, Fernando Kulnig Cinelli, notificou o Comitê Executivo do grupo questionando a validade das autorizações societárias utilizadas para protocolar o pedido de recuperação judicial. Segundo Cinelli, a decisão exigiria a aprovação de 75% do capital social, quórum que ele afirma não ter sido alcançado durante o processo. O empresário, que teve seus bens bloqueados pela Justiça, defende a necessidade de uma auditoria independente e a abertura de canais de mediação com os credores para solucionar o impasse.
Paralelamente, a Justiça do Espírito Santo determinou um prazo de dez dias para que a empresa apresente documentos pendentes, sob pena de extinção da tutela cautelar. Uma perícia realizada pela Laspro Consultores revelou que 148 sociedades ligadas ao grupo possuem pendências documentais significativas. O pedido de recuperação judicial da Apex Partners estima um passivo total de R$ 985,6 milhões, gerando incertezas sobre a continuidade das operações do grupo.
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