PF investiga suposto favorecimento da Unigel em contratos com a Petrobras
Polícia Federal apura se Lulinha e outros nomes atuaram para beneficiar a Unigel em negociações contratuais com a Petrobras e o BNDES.
Pontos principais
- Inquérito sob sigilo no STF apura irregularidades em contratos entre a Unigel e a Petrobras.
- Investigação aponta repasses de R$ 1,26 milhão da Unigel para a lobista Roberta Luchsinger.
- Mensagens sugerem que Fábio Luís Lula da Silva teria conhecimento das tratativas.
- Contrato de industrialização por encomenda foi encerrado em 2024 sem produzir efeitos.
- Área técnica do TCU estimou risco de prejuízo de R$ 487,1 milhões à estatal.
A Polícia Federal conduz um inquérito sob sigilo no Supremo Tribunal Federal para investigar supostas irregularidades envolvendo a Unigel em negociações com a Petrobras e o BNDES. A apuração foca na atuação de Fábio Luís Lula da Silva, da lobista Roberta Luchsinger e de Marco Aurélio Santana Ribeiro, suspeitos de favorecer interesses da empresa. Documentos indicam que Luchsinger teria recebido R$ 1,26 milhão da Unigel, enquanto mensagens sugerem que Lulinha teria sido convidado para integrar um conselho como forma de pagamento por sua influência.
O contrato de industrialização por encomenda, firmado em dezembro de 2023, foi encerrado em 2024 sem gerar efeitos práticos. A operação foi alvo de críticas pela área técnica do TCU, que apontou um risco de perda econômica de R$ 487,1 milhões para a Petrobras. Em nota, as defesas dos citados, bem como a Unigel e a Petrobras, negam a existência de irregularidades ou qualquer tipo de interferência indevida nas tratativas comerciais.
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