PF investiga núcleo de Lulinha e Roberta Luchsinger por lobby no governo
Mensagens revelam que grupo coordenava interesses privados junto ao governo federal, com foco em contratos milionários no Ministério da Saúde.
Pontos principais
- A Polícia Federal identificou um grupo formado por Fábio Luís Lula da Silva, Roberta Luchsinger e Fernando Bittar.
- O núcleo utilizava o grupo de WhatsApp 'Musaranhos' para articular negócios com órgãos públicos.
- Investigações apontam tentativas de viabilizar contratos de medicamentos sem licitação, estimados em R$ 636 milhões.
- A PGR informou ao STF que não há indícios de participação de autoridades com foro privilegiado no caso.
- O Ministério Público Federal defendeu o envio do inquérito para a primeira instância judicial.
Relatórios da Polícia Federal apontam a existência de um núcleo de atuação permanente composto por Fábio Luís Lula da Silva, Roberta Luchsinger e Fernando Bittar, voltado à intermediação de interesses privados junto ao governo federal. Por meio de mensagens interceptadas no grupo de WhatsApp 'Musaranhos', os investigadores identificaram tratativas para viabilizar contratos em áreas como cibersegurança, empréstimos consignados e medicamentos à base de cannabis, com destaque para uma negociação de R$ 636 milhões com o Ministério da Saúde. A lobista Roberta Luchsinger, que projetava ganhos milionários para 2024, tratava Fábio Luís como referência decisória nos projetos discutidos. Diante da ausência de indícios de envolvimento de autoridades com foro privilegiado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favorável ao envio do inquérito para a primeira instância, concluindo que as articulações não resultaram em contratos efetivos com o poder público.
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