PF aponta núcleo de Lulinha para intermediar negócios no governo
Investigação da PF aponta que Fábio Luís Lula da Silva e aliados articulavam contratos com órgãos federais por meio de um grupo de WhatsApp.
Pontos principais
- Relatório da Polícia Federal identifica um núcleo composto por Fábio Luís Lula da Silva, Roberta Luchsinger e Fernando Bittar.
- O grupo utilizava o grupo de mensagens 'Musaranhos' para coordenar interesses privados junto a órgãos como Ministério da Saúde e Dataprev.
- Mensagens indicam tentativas de viabilizar contratos de medicamentos e serviços de cibersegurança sem licitação.
- A Procuradoria-Geral da República solicitou ao STF a transferência do inquérito para a primeira instância por falta de foro privilegiado.
- A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer irregularidade e afirma que ele é investigado apenas por ser filho do presidente.
A Polícia Federal revelou a existência de um suposto núcleo de atuação coordenada para a intermediação de interesses privados junto ao governo federal, envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Fernando Bittar. Segundo as investigações, o grupo utilizava um grupo de WhatsApp denominado 'Musaranhos' para discutir estratégias de negócios e articular contatos com órgãos públicos, incluindo o Ministério da Saúde, a Dataprev e a Telebras. Relatórios apontam que o grupo buscava viabilizar contratos, como a venda de medicamentos à base de cannabis com dispensa de licitação, cujos valores estimados chegariam a R$ 636 milhões.
As mensagens interceptadas sugerem que Luchsinger tratava Fábio Luís como uma referência decisória nos projetos discutidos, enquanto a empresária projetava ganhos milionários para o ano de 2024. Diante dos indícios, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se ao Supremo Tribunal Federal pela remessa dos inquéritos à primeira instância, argumentando que não há evidências de participação de autoridades com foro privilegiado nas tratativas. A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, refuta as acusações, sustentando que o empresário é alvo de investigação apenas em razão de seu parentesco com o presidente da República.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
PF aponta núcleo com Lulinha para intermediar interesses privados no governo
Times Brasil • 21 ago, 09:00
Mensagens revelam que Lulinha e Roberta Luchsinger mantinham núcleo de atuação com projeção de ganhos milionários com o poder público
G1 Política • 20 ago, 22:10
Mensagens expõem parceria de Lulinha com lobista e revelam grupo para negociações
InfoMoney • 20 ago, 21:33
