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Fundo espanhol Azvalor adquire 4,5% de participação na Iguatemi

A gestora espanhola Azvalor comprou 4,5% do capital da Iguatemi, apostando na valorização de longo prazo dos ativos da rede de shoppings.

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Foto: www.bloomberglinea.com.br
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24/09 às 09:55

Pontos principais

  • A Azvalor detém 8,28% das ações preferenciais e 2,34% das ordinárias da Iguatemi, totalizando 4,48% do capital social.
  • A gestora americana BlackRock também ampliou sua posição, alcançando cerca de 5% das ações preferenciais da companhia.
  • O investimento segue a estratégia de value investing, focada em ativos negociados abaixo do valor intrínseco.
  • A família Jereissati mantém o controle acionário da empresa, com 64,47% das ações ordinárias sob gestão da GJ Investimentos.
  • A Iguatemi possui participação em 17 shoppings e outlets, registrando vendas de R$ 12,3 bilhões no primeiro semestre de 2026.
  • A Azvalor e a BlackRock confirmaram que as participações são estritamente para investimento, sem intenção de ocupar cadeiras no conselho.

A gestora espanhola Azvalor, especializada em value investing, consolidou uma participação de 4,48% no capital social da Iguatemi. A entrada da casa de Madri no quadro acionário da operadora de shoppings ocorreu majoritariamente por meio de ações preferenciais, que oferecem dividendos superiores, mas não conferem direito a voto. A gestora afirmou que não busca interferir na administração ou no controle da companhia, que permanece sob a gestão da família Jereissati.

O movimento reflete um interesse crescente de investidores estrangeiros na Iguatemi, que também viu a BlackRock elevar sua fatia para cerca de 5% das ações preferenciais. Apesar do cenário macroeconômico desafiador para o setor de varejo, a Azvalor mantém uma perspectiva de longuíssimo prazo, declarando que pretende manter o investimento até que o mercado corrija o que considera ser uma subvalorização dos ativos da empresa na B3.

Atualmente, a Iguatemi é avaliada em cerca de R$ 7,6 bilhões na bolsa brasileira. Enquanto analistas do J.P. Morgan veem potencial de recuperação para os papéis, com preço-alvo de R$ 36 para o final de 2026, a empresa busca otimizar sua estrutura de capital, sinalizando a possibilidade de ampliar dividendos e recompras de ações após um ciclo intenso de investimentos.

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