Super El Niño pode reduzir PIB da América Latina em 2% até 2027
Relatório da Cepal alerta que fenômeno climático extremo pode elevar a pobreza na região e causar perdas bilionárias em setores estratégicos.
Pontos principais
- A Cepal projeta perda de 2% no PIB da América Latina e Caribe em três anos.
- Até 4,8 milhões de pessoas podem entrar em situação de pobreza até 2030.
- Probabilidade de El Niño intenso entre o final de 2026 e início de 2027 supera 90%.
- Agricultura, energia, pesca e infraestrutura são os setores mais vulneráveis.
Um novo relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) alerta para os impactos severos de um possível evento extremo de El Niño nos próximos anos. Segundo as projeções, o fenômeno pode reduzir o PIB da região em 2% ao longo de um período de três anos, além de empurrar cerca de 4,8 milhões de pessoas para a pobreza até o final da década. Dados da NOAA indicam uma probabilidade superior a 90% de que o evento atinja uma intensidade muito forte entre o final de 2026 e o início de 2027.
Os setores de agricultura, energia, pesca e infraestrutura são apontados como os mais suscetíveis aos danos climáticos. Diante desse cenário, a Cepal recomenda que os governos latino-americanos priorizem investimentos em infraestrutura resiliente e aprimorem sistemas de alerta precoce. O objetivo é mitigar os efeitos econômicos e sociais negativos, protegendo as populações mais vulneráveis contra as instabilidades climáticas previstas para os próximos anos.
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